Cascais | Estoril

Cascais

Cascais é um produto da Baixa Idade Média, existindo povoamento na sua região desde tempos muito antigos. Foi reconquistado aos árabes e passou para a mão dos reis portugueses no século XII.

Em meados dos finais do século XIV, por deliberação de El-Rei D. Pedro I, Cascais foi elevado à categoria de Vila, com jurisdição civel e crime própria. No entanto, só em 1370 El-Rei D. Fernando confirmou a decisão de seu pai D. Pedro, criando o termo do concelho. É por esta época que surge a paróquia de Santa Maria de Cascais.

Com o decorrer do tempo, Cascais passa a ser composto por duas freguesias:

  • Nossa Senhora da Assunção;
  • Ressurreição de Cristo.

O Terramoto de 1775 destruiu a igreja desta última Freguesia e a partir dai passa a existir uma única Freguesia englobando as duas anteriormente existente e aglutinando os dois nomes.

Com a implantação da República foi criada uma Freguesia civil, cuja posse teve lugar no dia 13 de Outubro de 1910, dando assim lugar à que hoje existe.

Cascais honra-se de ter sido a primeira terra de Portugal a realizar uma experiência bem sucedida de iluminação eléctrica e a electrificar a tracção no seu ramal ferroviário.

Pertence, também a Cascais a única ponte existente sobre o Oceano Atlântico: a ponte de Santa Marta.

A história de Cascais é rica praticamente desde a sua constituição como Vila pela sua importância estratégica quer na era dos descobrimentos, quer depois da Restauração de Portugal, quando se construiu uma série de fortificações destinadas à defesa da costa e a entrada no Tejo.

Voltou, depois, a ter preponderância quando a vilegiatura da Corte passou a ser feita em Cascais e os Reis de D. Luís e D. Carlos se instalaram no Palácio da Cidadela.

De igual modo os Presidentes da República procuraram também Cascais para passarem as suas férias, tendo mesmo o Almirante Américo Tomás fixado a sua residência particular na nossa Vila.

Em 1808 foi criado o Regimento de Infantaria de Cascais, com o nº 19. Fazia brigada com Infantaria 7, e tinha como protector Santo António. Este célebre regimento bateu-se heroicamente na batalha do Buçaco e acompanhou Wellington na Guerra Peninsular através das províncias espanholas, destacando-se em Fuentes de Onõro, Badajoz, Vitória, Pirinéus, etc. Nas lutas liberais tomou o partido do Infante D. Miguel e foi dissolvido depois da convenção de Évora-Monte. Pela supressão do Concelho de Oeiras em 26-01-1885, foram anexadas ao Concelho de Cascais as freguesias de Carcavelos, S. Julião da Barra, Carnaxide e Oeiras (Nª Sª da Purificação). Mais tarde, voltaram para o Concelho de Oeiras, restaurado em 13-01-1898, com excepção da primeira. Pelo Código Administrativo de 31-12-1936, o Concelho de Cascais ficou federado obrigatoriamente ao de Lisboa. Cascais e o seu Concelho são uma zona de grande actividade turística, se bem que a praia da vila tenha perdido algum do esplendor que lhe vinha do facto de ser referenciada como a praia da corte.

 

Estoril

Tendo como orago Santo António, a freguesia de Estoril estende-se por nove quilómetros quadrados do concelho de Cascais.

Desta região, é raro quem não conheça os seus encantos: do maior Casino da Europa, com toda a animação, jogos e espectáculos, ao belíssimo parque com o seu jardim e palmar; das praias tranquilas e abrigadas de águas acolhedoras, às soberbas moradias e palacetes, envolvidos por jardins e pinhais, que constituem verdadeiras jóias arquitectónicas; muitos são os atractivos que ao longo dos anos, fizeram do Estoril um centro turístico de sucesso Ainda hoje, graças às suas e renome internacional.  Contudo a bela imagem criada, no começo do século XX, por Fausto de Figueiredo (detentor da concessão de exploração de jogo, no Casino Estoril) não se limita aqui, abrangendo igualmente o Monte Estoril, S. João e S. Pedro.

Ainda hoje, graças às suas características naturais, apoiadas por fortes investimentos a nível de serviços e estabelecimentos túristicos de qualidade, o Estoril detém fama internacional como estação de Inverno, sendo particularmente procurada por ingleses e espanhóis.

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Mas a história do Estoril não se esgota no deslumbre dos últimos séculos. Oferecendo desde tempos imemoriais condições climatéricas e naturais favoráveis à fixação de gentes e desenvolvimento das populações, encontramos aqui vestígios do Homem que remontam ao Paleolítico; podendo ainda afirmar-se que, muito antes do aparecimento das primeiras comunidades humanas, também os dinossauros deixaram nestas terras marcas da sua presença, confirmáveis pelas pegadas gravadas um pouco por toda a região. Desde o tempo das culturas Fenícia, Romana e Árabe, que o Estoril se evidenciou como ponto estratégico no contexto da Europa Ocidental. Com as diversas ocupações, o Estoril herdou, de cada uma destas grandes civilizações, uma riqueza cultural heterogénea e profícua,que se reconhece ainda hoje nas influências arquitectónicas,toponímicas, hábitos e custumes que constituem parte da alma e quotidiano da Região.

Em 1147, no decurso da Reconquista, a região foi definitivamente anexada no domínio cristão. Desde então, e tendo em conta a privilegiada proximidade com a capital, pode-se dizer que a Região do Estoril foi por diversas vezes palco dos mais importantes momentos da vida política e militar da história portuguesa.

Dada a sua localização estratégica, na defesa da costa, a região esteve também intimamente ligada aos Descobrimentos e a toda a dinâmica social e cultural que tal época originou – das suas praias avistava-se primeiro quem chegava e por último quem partia.

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As sólidas fortificações costeiras do Estoril são inquestionáveis testemunhos dos inúmeros ataques de corsários e tentativas de desembarque pelas forças espanholas, francesas e inglesas, em diferentes momentos da História de Portugal; persistindo como símbolo de bravura e resistência na luta pela independência e interesses nacionais. Destas épocas é de relembrar o episódio do imponente desfilar da Invencível Armada ao longo da costa do Estoril, tendo em conta que foi a maior formação naval até à II Guerra Mundial, que viria a encontrar infortúnio ao largo da Inglaterra.

Numa época mais recente, ainda que não menos conturbada, coube ao Estoril entrar para a História Mundial, como retiro predilecto de reis e demais aristocratas exilados, na sequência das perseguições e convulsões políticas que abalaram o século XX. No decurso da 11 Guerra Mundial, ficou também conhecido como grande centro de espionagem e de diplomacia secreta; situações particulares que lhe conferiram uma certa atmosfera cosmopolita e sofisticada que ainda hoje é possivel disfrutar.

Com um rico e diverso património, que percorre toda as épocas de fixação de gentes, situam-se na freguesia de Estoril as célebres grutas artificiais de Alapraia e de S. Pedro, a Igreja de Santo António, o conjunto dos fortes de defesa da costa e da Barra do Tejo -Forte de Santo António, de S. Pedro e de S. João da Cadaveira, bem como vários palacetes, residências e jardins da época áurea dos meados do século XX.

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